Antônio tem uma pequena loja onde vende doces caseiros
que ele compra de um fabricante seu conhecido. É o primeiro dia do mês e
ele sabe que ao final de- le terá compromissos a serem pagos: o aluguél, a conta
do telefone, a da água, a da luz. Tem o José, seu único funcionário, uma
espécie de faz tudo que ganha 2% sobre o que a loja vender (já somados os
encargos trabalhistas). Há o seu prola- bore que não pode faltar, se não como
ele vai viver? Terá que pagar o fornecedor de doces que ele não sabe bem quanto
será,
pois quanto mais vender maior será o valor a ser pago e finalmente contribui
com 3% sobre as vendas aos cofres pú- blicos a título de impostos.
Afinal! Qual é o total das despesas do seu negócio?
Qual será o faturameno necessário para cobrir essa despesa? Vamos destrinchar isso: Antônio paga R$ 2,00 o kg de doce e o vende a R$ 8,00 o
kg – R$ 0,80 cada 100 gr. Ele retira a título de pro-labore R$ 380,00 por mês. O seu ajudante ganha 2% sobre a venda da loja. Paga R$ 400,00 por mês de aluguel pelo cômodo que ocupa. De água, luz e telefone gasta R$ 150,00 por mês. A embalagem, segundo apuração que ele fez, é de R$ 0,03
por kg de doce vendido. De despesas gerais (material de higiene, limpeza e
afins) ele gasta R$ 50.00 por mês. Finalmente, recolhe 3% de imposto sobre as vendas. A pergunta é: quanto ele deve faturar para cobrir os
custos? O preço de R$ 8,00 está bom? Pode ser menor? Deve ser
maior?
Primeiro vamos conhecer o momento exato em que o valor
da venda empata com o total dos custos, momento este que é conhecido como Ponto de Equilíbrio ou PE ou ainda pela expressão ingesa break-even-point. Sem o preciso conheci- mento deste instante é impossível gerir um negócio, um
valor aproxi-mado não serve, há de ser exato, e para isso leia o conteúdo dos
links acima.
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